segunda-feira, 28 de junho de 2010

“O BRASIL INTEIRO DESEJA QUE AS COISAS CONTINUEM INDO BEM”, DIZ ALENCAR

26.06.2010
O vice-presidente da República, José Alencar, avaliou hoje que a população quer o avanço das políticas públicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao chegar para a Convenção Nacional do PRB em Brasília, Alencar defendeu a continuidade e afirmou que o Brasil vive um clima de esperança.
“O Brasil inteiro deseja que as coisas continuem indo bem não só no campo político como principalmente no campo social. Todas as pessoas estão esperançosas para que tudo possa ser feito em benefício delas, porque elas são o Brasil”, disse o vice-presidente, acrescentando que está “muito satisfeito” com o rumo da campanha eleitoral do PT.
O PRB oficializa neste sábado o apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República. Na chegada ao encontro do PRB, Dilma foi aclamada pela militância que aguarda agora seu discurso.

domingo, 27 de junho de 2010

Razões de ser do Brasil Livre, parte I

Não nasci sob o signo da ditadura, mas do regime democrático. Sou da geração pós guerra. Ainda criança, assisti , com meus olhos infantis, o surgimento de um regime autocrático que me apavorou desde o começo.
Ouvia meu pai dizer a minha mãe, "Gilka, ainda há esperança, Brizola está resistindo no Rio Grande do Sul". Nessa época meu pai era vereador, em Salvador, pelo PSD. A resistência de Brizola não prosperou. Jango era contra derramamento de sangue.
Nos primeiros momentos da ditadura, ouvíamos, constantemente, rumores de que meu pai seria preso a qualquer momento. Eu e meus irmãos ficávamos apavorados. Na verdade aterrorizados com essa idéia de ver nosso pai sendo preso.
Pequeno, recordo, conversei com minha irmã que tínhamos que lutar caso a "polícia do exército" entrasseem  nossa casa. Ela, mais velha, me dizia: "como, meu irmão, nós não temos armas e eles tem. "
Essa onda de boatos não cessava. Meu pai exercitava a vereança com muito brilho. Além disso exercia a medicina. Foi durante muito tempo um médico clínico conceituado e médico de família. A política e a medicina, para ele, eram duas devoções que se casavam. Como médico não podia suportar tanta injustiça e tantas desigualdades. Não tinha preocupações materiais. Saiu da política perdendo patrimônio. Vive com uma minguada aposentadoria do Estado e, face a idade, não recorreu à comissão de anistia para pleitear melhoria salarial. A aposentadoria dele, como médico do Estado, é vergonhosa para o próprio Estado.
Recordo que ele tinha um Jeep e, várias vezes compareci à Câmara Municipal onde tomei o melhor cafezinho da minha vida. Também ali, conheci um homem bastante idoso, com a pele enrugada e cabelos brancos. Era tão diferente! Usava um fraque, com o colarinho suspenso e uma gravata fina. Isso nos anos sessenta do século vinte! Era um homem do século dezenove, que retratava a moda de outro século. Era empático. Eu o olhava de um modo tal que ele veio ao meu encontro. Falou comigo, perguntou se sabia ler e escrever e me deu um lápis preto e uma cartilha. Depois perguntei a meu pai quem era aquele homem diferente e soube que era o vereador Cosme de Farias. Achei ele engraçado. Gostei dele, do jeito dele, do modo afável como se aproximou de mim e, principalmente pelo presente que me deu. Tempos depois é que fui conhecendo melhor a figura lendária de Cosme de Farias, o advogado dos pobres.
Mas, em meio a tanta boataria, chegou o dia mais terrível de todos. Os militares queriam a cabeça do prefeito Virgildásio Senna e qualquer vereador que se insurgisse sairia dali preso.
Pânico geral na Câmara de Vereadores da capital baiana. O zum-zum-zum era um só nesta soterópolis. Sempre tinham aquelas figuras que lembram os ´Silvérios dos Reis´. A lição de Cristo, que teve doze apóstolos,revela que um deles o negaria e outro o trairia. Os Palácios são assim, cheios de Silvérios e Iscariotes, não lhes faltam bajulação, intriga e outros ingredientes macabros que só os grandes homens podem suportar. Mas continuemos sem muitas divagações.
Ouvia muita gente pedindo a meu pai pra votar como mandavam os ditadores. Ele era irredutível até o dia em que eu disse, a mim mesmo: "ele tem razão, melhor ser preso como homem do que viver como um frouxo".
Temia, mas dava razão a ele. Não queria que ele fosse preso, afinal, era ele quem dava o sustento da família. Como ficaria minha mãe, eu e meus irmãos? Preocupações infantis. Só sabíamos brincar e estudar e agora vivíamos aquele pesadelo. Que seria de minha mãe?
Solidariedade consistente chegava através de meu tio, Geraldo da Costa Leal e de Dr. Jayme Guimarães, que tanto se notabilizou em defesa de presos políticos. Uma, dentre poucas figuras, notáveis, que conheci..

Razões de ser do Brasil Livre, parte II

Bem, ai tivemos toda aquela história das rebeliões estudantis, das passeatas, do que ocorreu a partir dos sessenta e oito, do AI-5, fechamento do Congresso, da luta armada, da extinção de partidos, do PMDB de verdade, que não é mais aquela sigla dos que compunham a frente popular, das torturas, dos presos políticos e dos desaparecidos. Bombas no Rio Centro e em bancas de jornal, revelava o desespero dos extremistas....


No final, quando já estávamos no derradeiro caminho da democracia, fui com meu pai para Brasília. Fomos para o apartamento de Virgildasio Sena, onde ficamos hospedados. Já havíamos nos hospedado no apartamento de Chico Pinto, em épocas diferentes. Brasília é a capital que guardo maior identidade, depois do Rio de Janeiro.
.
Nossa ida à Brasília tinha a ver com a nova Constituição do Brasil, a ser promulgada por Ulysses Guimarães. Só não sabia que iria ser presenteado e homenageado por meu pai e Virgildasio Sena. Eles me proporcionaram a honra de assistir, dentro do Congresso Nacional, a promulgação da nova constituição do Brasil.


Tinha que ter um traje todo escuro como recomendava o cerimonial. Como não possuía, saímos para comprar a roupa. Compramos tudo e só esquecemos do sapato, que não era preto, mas camurçado, meio alaranjado, tipicamente nordestino. Não tinha jeito, só tinha mesmo aquele sapato, única nota distoante e que poderia me atrapalhar. Dia seguinte, na hora marcada, me vesti e saímos os três no mesmo táxi, rumo ao Congresso Nacional


Até chegarmos ao congresso passamos por diversas barreiras. Meu passaporte era uma insígnia de deputado estadual na lapela do paletó. Os soldados viam e mandavam passar.


Até que chegamos ao meu destino, foram várias barreiras. Finalmente chegamos ao ponto em que nos separaríamos. Eles, sim, eram deputados de verdade.


Eu estava orientado, mas não conhecia nada dos anexos. Desci, fui em direção ao anexo. Passei tranquilo pela barreira. Fui em direção ao elevador. Era tudo muito intuitivo. Ao chegar no local dos elevadores vi Lídice da Mata, deputada, com o marido, e fiz de conta que não os tinha visto. Ainda tinha um pouco daquele personagem do Henfil, chamado de Ubaldo. Não sei, poderiam atrapalhar com perguntas.


O "meu" elevador chegou. Estava tão apressado que não reparei que o mesmo estava subindo. Ao invés de descer, subia. Parava, subia. A volta foi do mesmo modo. Sempre havia alguém precisando usar o elevador.  Isso me angustiava e impacientava, mas não podia demonstrar. Precisava descer para pegar a esteira rolante, subterrânea, que me conduziria até o congresso.


Tudo era incrível: eu estava passando por baixo da avenida, por baixo da terra, através de uma arquitetura subterrânea fantástica e engenhosa, até chegar ao Congresso Nacional. Me senti mais aliviado.


Perto do final vi meu pai e Chico Pinto conversando. Eu procedia de modo engraçado. Fingia que não estava vendo os conhecidos. Meu pai veio ao meu encontro pra saber o que tinha acontecido comigo, afinal demorei e ele estava preocupado. Falei do elevador que me atrasou. Recebi novas orientações e, mesmo assim, estava um pouco perdido.Na verdade eu não imaginava que fosse ser auxiliado. Imaginava que tudo correria por minha própria conta.


Sai andando, com meu sapato destoante, quando fui abraçado, com empolgação, por uma personalidade interessante, que sorria enquanto me orientava. Inteligente me fez parecer íntimo dele e eu ainda estava meio embaraçado. Recebi nova orientação. A primeira de todas era pra sorrir, afinal éramos amigos. Depois fui conduzido, com o ar alegre e feliz,  batendo papo com meu anfitrião, até um determinado ponto.


O companheiro me deu as últimas instruções: "agora é fácil e você sozinho, só restam duas barreiras a vencer. Siga tranquilo. Após vencida a segunda barreira, você subirá uma escada e pronto". Despedimo-nos e cada um seguiu seu destino. Nunca mais o vi. Gostaria de revê-lo! Ele surgiu do nada e foi tão importante pra mim...


Estas duas últimas barreiras foram as mais difíceis Na última eu sentia um certo nervosismo, que tentei disfarçar olhando um daqueles homens de paletó, com cara de agente secreto, e indaguei:" estes livros estão sendo distribuídos?" e ele respondeu que sim. Falei com ar de autoridade. Apanhei o meu exemplar, da nova constituição, chamada de cidadã, e continuei o caminho. Dito e certo cheguei a tal escada e pronto. Estava no cume da glória, presenciando um momento histórico.


Dai em diante era relaxar e assistir o meu Brasil Livre ir virarando o jogo. Éramos nós que estávamos dando as cartas, novamente, mas era apenas o começo de um novo caminhar.


Era um sonho para o qual muita gente havia contribuído, inclusive com a própria vida, e eu sabia o quanto aquele momento era importante pra mim. Sabia do significado do ato.


Ainda não estávamos totalmente livres, mas estávamos saindo daquele sufoco e derrotando um monstro. A sensação de participar da história, de contribuir para o avanço dela, nos dá sentido à existência.


Sei que nessa minha incurssão, como penetra, tudo funcionou perfeitamente bem e agradeço a todos por terem me dado este enorme presente.


Eu não era nada, muito menos deputado, mas estava lá dentro, vendo e ouvindo tudo ao vivo e a cores. Escutava os seguranças procurando o "beijoqueiro" que, segundo eles, haviam penetrado no Congresso. Senti-me como se eu fosse o próprio "beijoqueiro" e estava tão próximo dos alertados seguranças..


Se me pegassem? Isto seria chato pra todo o esquema de segurança do Congresso. Uma desmoralização. Então compreendi que, uma vez ali dentro,  não poderiam fazer mais nada comigo.


Pude observar que o ministro da aeronáutica não estava sentado junto aos seus colegas de armas. O ministro do Exército e o da Marinha ficaram longe, à direita dele.Curioso é que diziam que o ministro da aeronaútica .tinha inclinação de esquerda. Isso é rídiculo, mas a paranóia era tamanha que tudo era crível.


Quando Ulysses falou dos facínoras que mataram  Rubens Paiva, notei que os dois ministros militares se entreolharam insatisfeitos. Foi o momento mais impactante do discurso.


Avançamos, passamos por vários presidentes. Tivemos dois Fernandos, que infelicitaram a Nação, com idéias de um PSDB caduco e desvairado, com manias de grandeza e muito gosto por privatizações. Pareciam estar vendendo o Brasil em nome do "mercado livre".


Vencemos, finalmente. Tudo vem dando certo e resolvi criar este blog com o título do meu sonho, agora realizado, com maior plenitude, no governo Lula, que será sucedido por Dilma Rousseff, que é o de um BRASIL LIVRE. Hoje é assim que vejo o Brasil. Respiramos democracia. Atacam o presidente e ele segue o rumo dele sem perseguir ninguém, procedendo de modo contrário dos seus antecessores, que perseguiam.


Dilma vencerá e será uma grande conquista, pois será a primeira mulher a governar uma Nação, internacionalmente reconhecida, sem aqueles estigmas, de outrora, que nos deixava com o complexo de inferioridade por sabermos que éramos um país subdesenvolvido. Hoje somos o Brasil Livre e que Deus nos conserve assim, neste rumo, pois tudo está dando certo nesse Brasil Livre

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dilma Rousseff ganha voto de Chico Buarque

Folha Online
29/04/2010 - 21h20
Reportagem Local
O cantor e compositor Chico Buarque de Holanda declarou seu voto na pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. "Eu confesso, vou votar na Dilma porque é a candidata do Lula e eu gosto do Lula", afirmou Chico em entrevista à revista "Brazuka", segundo o blog do Fernando Rodrigues.
No entanto, o cantor disse que não vê diferença se o pré-candidato do PSDB, José Serra, ganhar. "A Dilma ou o Serra, não haveria muita diferença".
Chico Buarque falou sobre o seu voto quando respondeu pergunta sobre declaração do cantor e compositor Caetano Veloso. No ano passado, Caetano afirmou que preferia a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (PV), porque ela não é "analfabeta nem grosseira como o presidente". O cantor foi repreendido pela mãe, Dona Canô Veloso, 102 anos, que pediu desculpa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para a "Brazuka", que é editada na França, Chico Buarque afirmou que sua mãe --Maria Amélia, de 100 anos-- e a de Caetano são eleitoras de Lula.
"Nossas mães são muito mais lulistas que nós mesmos. Mas não sou do PT, nunca fui ligado ao PT. Ligado de certa forma, sim, pois conheço o Lula mesmo antes de existir o PT, na época do movimento metalúrgico, das primeiras greves. Naquela época nós tínhamos uma participação política muito mais firme e necessária do que hoje", afirmou o cantor.
A revista perguntou a Chico Buarque se a imprensa trata o governo Lula injustamente. "Nem sempre é injusto, não há uma caça às bruxas. Mas há uma má vontade com o governo Lula que não existia no governo anterior", disse.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Por que eu voto em Dilma Rousseff

A questão não é por conta de Serra, mas pelo que ele representa em matéria de atraso. Teve sua história, é verdade, mas caiu nas malhas do PSDB/PFL e todos nós sabemos o grau de sofrimento que cada brasileiro padeceu durante o governo de FHC. Experiência traumática e desastrosa de governo !


Os dados publicados, em tópico, abaixo, embora ainda distantes da candidatura de Dilma Rousseff, servem para ilustrar, claramente, a razão de votarmos em Dilma e rejeitarmos Serra.


Estamos verificando que o Brasil nunca esteve na posição que ora ocupa no mundo. Lula fez esta nação ser respeitada. Comporta-se com muita dignidade e é muito carismático sem ser populista, como afirmam seus opositores.


Aliás, quem tem 85% da preferência do povo, não tem opositores do governo, mas opositores do povo. Serra, hoje, não faz apenas oposição a Lula, mas ao povo brasileiro.


Dilma foi indicada por Lula para sucede-lo e Lula sabe o que faz. Não foi à tóa que ele a escolheu. Ela tem predicados e requisitos abonadores.Tem um passado histórico bonito, apesar de seus detratores intentarem confundir a opinião pública, que apoia Lula como nenhum outro presidente da República.


Diz o dito popular que em time que está ganhando não se mexe. Pois é assim que vejo. Se o Brasil está no rumo certo, porque alguém vai querer se aventurar em votar em candidatos que nunca conseguiram chegar aonde Lula e Dilma chegaram?


Gostaria de cabar a eleição logo no primeiro turno com uma vitória esmagadora de Dilma.


Lí os comentários de Chico Buarque e gostei muito. Eu já tinha minha opinião formada sobre meu voto pra Dilma, mas, depois de ler o que Chico expôs, com rara felicidade, essa vontade cresceu e me deu mais alento. Fortaleceu ainda mais as minhas convicções.


Peço, aos caros leitores que examimem a Brasil de hoje, com qualquer outro momento da política nacional e me diga se Lula não está sendo extraordinário. Não há comparação. Lula acabou com aquela agonia que atormentava o povo brasileiro quanto a dívida com o FMI. Hoje o Brasil empresta dinheiro ao FMI. Não é fantástico seguir neste rumo?


Confesso a vocês que não desejo pra ninguém um outro governo infeliz como foi o de FHC, que Serra representa. Tudo que fizeram deu errado e Lula teve o enorme trabalho de consertar tudo e de ultrapassar nossas xpectativas. Recentemente falaram em crise internacional e o Brasil está com sua economia forte.


Hoje eu não tenho mais um automóvel por conta do governo FHC, que me deixou endividado. Não pagou o que deve aos servidores públicos. Meu FGTS foi uma vergonha. A aposentadoria de médico do meu pai, é outra vergonha. Não tenho boas lembranças do triste período em que Fernando Henrique esteve no poder. Tivemos dois Fernandos que foram de arrombar: O Henrique e o Collor.


Pensar mais no que? pensar agora em seguir o caminho que Lula traçou pra Dilma prosseguir. Acredito nela e sei que ela não irá nos decepcionar. Além do mais, chegou a hora de quebrarmos tabús e paradigmas. Porque não elegermos uma mulher para mostrar ao mundo que no Brasil elas tem vez e voz e sabem exercitar o poder e governar muito bem.


Não me alongarei mais. Estou com Dilma na cabeça e não mudo de jeito nenhum. Com ela estamos com Lula, e vice-versa. O resto é oposição ao povo e ao Brasil. Serra joga em outra seleção, que é a das privatizações.

OPINIÃO DE CHICO BUARQUE

Palavra de CHICO BUARQUE
Sem paixão e analisando friamente, vejo muita coerência nas seguintes
Sobre a crise política É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quem votou no Lula,  abalou sobretudo o PT. Para o partido, esse escândalo é desastroso. O outro lado da moeda é que disso tudo pode surgir um partido mais correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou é petista ou é um  calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano ou é burro (risos). Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governo mais corrupto  da história do Brasil é preciso dizer 'espera aí'. Quando aquele senador tucano canastrão diz que vai bater no Lula, dar porrada, quando chamam o Lula de vagabundo, de ignorante - aí estão errando muito a mão. Governo mais  corrupto da história? Onde está o corruptômetro?
É preciso investigar as coisas, sim. Tem que punir, sim. Mas vamos entender melhor as coisas. A gente sabe que a corrupção no Brasil está em toda parte. E vem agora esse pessoal do PFL, justamente ele, fazer cara de ofendido, de indignado. Não vão me comover...
 Preconceito de classe
O preconceito de classe contra o Lula continua existindo - e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: 'Que história é essa de burro!? De ignorante!? De imbecil!?'. Não me Lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo!
Ladrão! Assassino! - até assassino eu já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente.Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição.Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. 'Agora sai  já daí, vagabundo!'. É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo de ocupar a Casa Grande. 'Agora volta pra senzala!'. Eu não Gostaria que fosse assim. Eu voto no Lula! A economia não vai mudar se o presidente for um tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas  o país deu um passo importante elegendo Lula.
Considero deseducativo o discurso em voga: 'Tão cedo esses caras não voltam, eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas'. Acho tudo isso Muito grave.
Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está devendo.
Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: 'Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa-sacos'. Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes dele tomar posse, num encontro aqui no Rio.
Sobre o PSOL
Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista, Ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.
Papel da mídia.
Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-lo a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais.

CONSTATAÇÃO

Recebi de amigos interessante e-mail comparando o Governo de Lula com seus opositores e, depois de ler, parei para refletir e melhor ajuizar o atual governo, sem me deixar levar pela propaganda (falso-moralista) da nova UDN. Vejamos os dados:

DADOS COMPARATIVOS QUE O BRASIL COMEÇOU A CONHECER EM 2006

GOVERNO PSDB- Fernando Henrique (8 anos)
GOVERNO LULA (3,5 anos)

1) Número de policiais federais:
Governo Lula: 11 mil
Governo PSDB/PFL: 5 mil

2) Operações da PF contra a corrupção, sonegação de impostos, crime
organizado e lavagem de dinheiro.

Governo Lula: 183
Governo PSDB/PFL: 20

3) Prisões efetuadas pelos motivos acima:
Governo Lula: 2.971
Governo PSDB/PFL: 54

4) Criação de empregos :
Governo Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada)
Governo PSDB/PFL: 700 mil

5) Média anual de empregos gerados :
Governo Lula: 1,14 milhão
Governo PSDB/PFL: 87,5 mil

6) Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:

Governo Lula: 8,3%
Governo PSDB/PFL: 11,7%

7) Desemprego em SP, maior cidade do país:

Governo Lula: 16,9%
Governo PSDB/PFL: 19,0%

8) Exportações (em dólares):
Governo Lula: 118,3 bilhões
Governo PSDB/PFL: 60,4 bilhões

9) Balança comercial (em dólares):
Governo Lula: 103,3 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 8,4 bilhões (negativos)

10) Transações correntes (em dólares):
Governo Lula: 30,1 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 186,2 bilhões (negativos)

11) Risco-país:
Governo Lula: 204
Governo PSDB/PFL: 2.400

* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.

12) Inflação:
Governo Lula: 2,8%
Governo PSDB/PFL: 12,53%

13) Dívida com o FMI (em dólares):
Governo Lula: dívida paga
Governo PSDB/PFL: 14,7 bilhões

14) Dívida com o Clube de Paris (em dólares):
Governo Lula: dívida paga
Governo PSDB/PFL: 5 bilhões

15) Dívida externa:
Governo Lula: 2,41%
Governo PSDB/PFL:12,45%

16) Empréstimo para habitação (em reais):
Governo Lula: 4,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 1,7 bilhões

17) Crescimento industrial:
Governo Lula: 3,77%
PSDB/PFL: 1,94%

18) Produção de bens duráveis:
Governo Lula: 11,8%
Governo PSDB/PFL: 2,4%


19) Aumento na produção de veículos:
Governo Lula: 2,4%
Governo PSDB/PFL: 1,8%

20) Crédito para a agricultura familiar:
Governo Lula: 6,1%
Governo PSDB/PFL: 2,4%

21) Valor do salário mínimo em dólares:
Governo Lula: 152
Governo PSDB/PFL: 55

22) Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:
Governo Lula: 2,2 cestas básicas
Governo PSDB/PFL: 1,3 cesta básica

23) Aumento do custo da cesta básica:
Governo Lula: 15,6%
Governo PSDB/PFL: 81,6%

24) Transferência de renda (em reais):
Governo Lula: 7,1 bilhões
Governo PSDB/PFL: 2,3 bilhões

25) Média por família:
Governo Lula: 70 reais
Governo PSDB/PFL: 25 reais

26) Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):
Governo Lula: 33,7%
Governo PSDB/PFL: 17,5%

* 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.

27) Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):
Governo Lula: 21,6
Governo PSDB/PFL: 55,7

28) Pró-jovem - estudo subsidiado
Governo Lula: 93 mil (18 a 24 anos)
Governo PSDB/PFL: não havia programa, nem registro.

29) Bolsa Família
Governo Lula: 11,1 milhões de famílias
Governo PSDB/PFL: o programa era o Bolsa Escola com atendimento restrito a
um pequeno número de pessoas.

30) Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino
Governo Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas
Governo PSDB/PFL: zero, não havia programa.

31) Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)
Governo Lula: 3,3 milhões de brasileiros
Governo PSDB/PFL: zero, não havia programa.

32) Áreas ambientais preservadas
Governo Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)
Do ano do Descobrimento do Brasil até 2002: 40 milhões de hectares

33) Apoio à agricultura familiar
Governo Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)
Governo PSDB/PFL: 2,5 bilhões (último ano de governo)

34) Compra de terras para Reforma Agrária
Governo Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)
Governo PSDB/PFL: 1,1 bilhão (1999 a 2002)

35) Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Governo Lula: 14,99 bilhões
Governo PSDB/PFL: 8,3 bilhões

36) Investimento anual em saúde básica:
Governo Lula: 1,5 bilhão
Governo PSDB/PFL: 155 milhões

37) Equipes do Programa Saúde da Família:
Governo Lula: 21.609
Governo PSDB/PFL: 16.698

38) Índice BOVESPA
Governo Lula: 35,2 mil pontos
Governo PSDB/PFL: 11,2 mil pontos

39) Dívida externa:
Governo Lula: 165 bilhões
Governo PSDB/PFL: 210 bilhões

40) Desemprego no país:
Governo Lula: 9,6%
Governo PSDB/PFL: 12,2%

41) Eletrificação Rural
Governo Lula: 3 milhões de pessoas
Governo PSDB/PFL: 2,7 mil pessoas

42) Livros gratuitos para o Ensino Médio
Governo Lula: 7 milhões
Governo PSDB/PFL: zero

43) Geração de Energia Elétrica
Governo Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de
potência.
Está previsto para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na
capacidade de geração do País, proveniente os 65 empreendimentos atualmente
em construção e mais 516 outorgadas.
Governo PSDB/PFL em final de governo: apagão

44) Construção de Universidades Federais
Governo Lula: 10 universidades + 48 novos campi
Governo PSDB/PFL: 6 universidades federais em 8 anos

E PARA TERMINAR NO Nº 45:
45) Falcatruas e roubalheiras dentro das instituições do governo federal,
estatais, e empresas do governo:
Governo Lula: o povo conhece, a imprensa divulga, a polícia federal age e prende, a Controladoria Geral da União (CGU) investiga e denuncia livremente, o Congresso investiga e denuncia, CPIs são instaladas e corruptos são cassados; a justiça julga, o dinheiro roubado aparece e "companheiros" são expulsos, presos, demitidos, cassados ou punidos.

Governo PSDB/PFL: o governo escondia, a imprensa fazia "vista grossa"; a polícia federal não conseguia agir; o Congresso Nacional "levava o dele", calava e não investigava; as CPIs eram sufocadas e arquivadas; o dinheiro roubado ia sorrateiramente para o bolso dos "pais da pátria" de sempre ouera desviado para salvar empresas falidas (de amigos); o dinheiro bom do Tesouro Nacional era enfiado em estatais já saqueadas e sucateadas e que, após saneadas com dinheiro do contribuinte eram "entregues" aos "companheiros" da iniciativa privada que "têm mais competência para administrar"; o obscuro processo de venda de estatais dilapidou R$ 100 bilhões do Patrimônio Nacional.

Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar - desde 1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Regionais; SUS; CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado;

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Somos o Brasil Livre

Na Bahia nosso lema era, até 1990, PELA BAHIA LIVRE, para traduzir nosso anseio de libertação. Lutamos pela Bahia e pelo Brasil Livre e, convenhamos, nosso luta valu à pena. 
Ganhamos corpo e espaço e não compusemos o quadro fisiológico que contaminou muita gente. O que queríamos era uma pátria livre. Vencemos e agora, somos um Brasil Livre. Nossa luta não foi por cargos, nem posições políticas.
O fato de fazer parte da histria, contenta-nos. No ínicío éramos poucos. Faltava povo aonde quer que fossemos, inclusive nos comicios políticos permitidos. Muitas vezes éramos observados e ouvidos pelas frestas das janelas das casas. A sáida era promover reuniões em casa de conhecidos, num trabalho paciente de conscientização do povo. Fomos vencendo inúmeros obstaculos, sozinhos, ou organizados. 
O anônimo também faz história, nunca os covardes. Evidente que sempre haverão aproveitadores de ocasião e heróis por toda parte. Muitos pegaram em armas. Uns desapareceram, outros foram assassinados e, outros tantos sobreviveram. Paralelamente a resistência democrática - frente popular - ia ganhando adeptos e a nossa força e a nossa voz passou a ser o clamor popular. De 1964 a 1976 a parada era dura, mas não desistimos da luta.


Hoje a Bahia e o Brasil mudaram de cara. Tudo mudou, inclusive as caras. Felizmente, Dilma, sempre esteve na luta, combatendo o bom combate. Ousou lutar e ousou vencer.


O Brasil não é mais aquele país subdesenvolvido. Hoje somos uma Nação respeitada, com um presidente da República que veio das bases do operariado. E, diga-se de passagem, o único governante de esquerda, no Brasil, que deu certo. Isto é um fato histórico memorável! Tantos doutores tentaram e nada conseguiram. Lula veio, fez, e continua fazendo um Brasil novo.


Agora ele nos indica para sucede-lo a companheira Dilma Russeff. E se Lula a escolheu, é porque sabe que ela dará continuidade ao trabalho dele. Isso me tranquiliza.


Não queremos mais governos que nos levaram ao dominio do atraso. Lula e Dilma significam o avanço das lutas populares, ainda que ocorram problemas, que nada mais são que percalços no caminho.


Lula, que é impessoal e pluripartidário. Governa pra todos!


Ele não é só o PT, mas o PT é ele. O PT sozinho não chegaria ao poder.  Lula precisava de aliados políticos e acabou compondo um arco de alianças abrangente, que muitas vezes   incomoda, mas que reputamos como um mal necessário. Erros o PT e todos os demais partidos possuem, porque todos são compostos por seres humanos. Hoje a corrupção não fica escondida. Nada mais permanece na impunidade e tudo segue o curso legal.


Agora é a hora de seguirmos na mesma trilha que Lula vem percorrendo, dando continuidade a um governo que deu certo. Os outros governos, foram meras figurações. Com Lula o Brasil agigantou-se e acordou. Agora ele elegeu Dilma para sucede-lo. Para assegurar que o Brasil cumprirá seu ideal. Dilma foi a escolhida e a eleita por Lula. Isto significa muito e é por isso que o Brasil Livre não pode deixar de se manifestar, publicamente, para revelar que ela, agora, manterá o Brasil no caminho certo.
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